sábado, novembro 28, 2009

Do You Remember? # 16



Série - Cosby Show


O que eu me ria com esta família... :)

Respondendo a uma pergunta :)



Ontem fui, finalmente, ver o Lua Nova. Desde que me apresentaram esta saga de Stephanie Meyer devo dizer que fiquei fascinada (Obrigadinha Gabi lol). Depois de ver o filme Crepúsculo quase que obriguei o P. a dar-me o livro Lua Nova no meu aniversário :) Escusado será dizer que o devorei em questão de dias e que estava anciosa para saísse o filme qual criancinha quando chega o Natal. E ontem foi esse dia.

Como é óbvio, já estava à espera que o filme não estivesse tão bom quanto o filme. Tal como acontece em adaptações cinematográficas, é sempre difícil capturar toda a essência que povoa as páginas do livro de base, assim como ficam de fora certos pormenores. No entanto, o realizador Chris Weitz esteve bem perto da perfeição.

No que me diz respeito, eu queria ver como o realizador colocava Edward no filme, visto que no livro ele tem um protagonismo reduzido (para quem leu o livro sabe do que falo). Devo dizer que gostei da forma como Chris Weitz contornou o problema, pois o efeito no filme ficou fantástico.

Outra curiosidade minha era ver a cena de luta com um dos Volturi, visto que esta não acontece no livro. Uma boa ideia que deu um pouco mais de acção e dinamismo ao filme.

Um pequeno senão é que espera ver mais qualquer coisa à cerca do grupo de lobisomens. Pouco se falou neles, sobre a sua história e sobre os membros do grupo. Foi pena, pois no livro têm um pouco mais de protagonismo.

Em relação a Bella tenho que confessar uma coisa... Ao ler o livro não conseguia imaginar Kristen Stewart naquele papel. Não conseguia, pura e simplesmente, colocar o seu rosto na personagem que via transcrita ao longo das páginas do livro de Stephanie Meyer. Falta-lhe algo que não consigo descortinar... Mas pronto!

Em suma, adorei o filme :) Para quem é fã da saga acho que vale mesmo a pena ver que não se vai arrepender. Saí da sala com sensação que de foi dinheiro bem empregue :) Espero agora anciosamente que alguém me ofereça o livro Eclipse... E que saia a sua adaptação cinematográfica, pois sem dúvida que o fim de Lua Nova deixa um gostinho de "quero mais".

quinta-feira, novembro 26, 2009

Sustinho...



É verdade... Esta noite apanhei um sustinho valente. Estava aqui a Aninhas a dormir muito bem, assim em posição fetal, toda enroladinha, quentinha quando, durante o sono, decide virar-se de barriga para cima. Começa a dar-lhe assim uma dor no lado direito, uma pontada que a acorda logo.

A Aninhas, como tem uma imaginação muito fértil, começa logo a pensar em apendicite. "Ai meu Deus... Não me digam que estou com uma apendicite, tenho que ir à faca e amanhã já não vou ter com o meu P. nem ao cinema ver o Lua Nova". É verdade!

Lá levantei um bocadinho o tronco e a dor passou... Devia ter sido um mau jeito qualquer. Hoje mal me levantei fui à enciclopédia médica da minha mãe ver os sintomas da dita apendicite, sendo que a mais flagrante, é uma dor no lado direito abaixo da linha do umbigo. Fiquei logo mais descansada porque a minha dor não foi aí...

Mas ficou o susto :s

quarta-feira, novembro 25, 2009

Tinha mesmo que postar...





What about sunrise
What about rain
What about all the things
That you said we were to gain...
What about killing fields
Is there a time
What about all the things
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the blood we've shed before
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah

What have we done to the world
Look what we've done
What about all the peace
That you pledge your only son...
What about flowering fields
Is there a time
What about all the dreams
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the children dead from war
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores

Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaah

I used to dream
I used to glance beyond the stars
Now I don't know where we are
Although I know we've drifted far

Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah

Hey, what about yesterday (What about us)
What about the seas (What about us)
The heavens are falling down (What about us)
I can't even breathe (What about us)
What about the bleeding Earth (What about us)
Can't we feel its wounds (What about us)
What about nature's worth (ooo,ooo)
It's our planet's womb (What about us)
What about animals (What about it)
We've turned kingdoms to dust (What about us)
What about elephants (What about us)
Have we lost their trust (What about us)
What about crying whales (What about us)
We're ravaging the seas (What about us)
What about forest trails (ooo, ooo)


Burnt despite our pleas (What about us)
What about the holy land (What about it)
Torn apart by creed (What about us)
What about the common man (What about us)
Can't we set him free (What about us)
What about children dying (What about us)
Can't you hear them cry (What about us)
Where did we go wrong (ooo, ooo)
Someone tell me why (What about us)
What about babies (What about it)
What about the days (What about us)
What about all their joy (What about us)
What about the man (What about us)
What about the crying man (What about us)
What about Abraham (What was us)
What about death again (ooo, ooo)
Do we give a damn



Michael Jackson - Earth Song

Se a minha mãe diz... :)



Clive Owen



"Este homem também é bom todos os dias..."

Frase dita pela minha mãe enquanto viamos ontem o filme The International protagonizado por este actor :) Não se pode dizer que a minha mãe tenha maus gostos... Richard Gere, Clive Owen, Hugh Jackman... :)

terça-feira, novembro 24, 2009

“És da família do Presidente não és?”


Andava aqui com uma falta de inspiração para escrever maior que o Evereste. Não tinha tema, nem muito menos inspiração para pensar num. Mas é engraçado como as coisas funcionam pois, quando menos esperamos, surge ao virar da esquina uma palavra, um sentimento, ou um acontecimento que faz brotar na nossa mente uma cascata de palavras.

Infelizmente, estas nem sempre surgem pelo melhor motivo, como é este caso. Uma vez que isto me afecta pessoalmente, não vou estar aqui com falinhas mansas e, muito menos, me vou dar ao trabalho de ocultar nomes.

Aqui na zona onde eu vivo existe uma empresa cujo nome começa por Terma e acaba em Listur (já agora, esta empresa pertence à Câmara), detentora dos Balneários D. Afonso Henriques e D. Amélia. Verdade seja dita, parece-me que o clima de trabalho nesta empresa não é dos melhores, motivo pelo qual nunca me inscrevi aquando dos processos de recrutamento. Não é uma empresa diferente das outras, funciona, na maioria das vezes, à base de cunhas portanto. Ou melhor, é à base de cunhas que se sobe na carreira e se entra no quadro.

A minha mãe trabalha lá há 18 anos. 18 anos e continua sem entrar nos quadros, ou seja, durante uns meses por ano fica no desemprego. No entanto, todos os anos vê fazerem contratos permanentes a outras que trabalham lá meia dúzia de anos. E digamos que não é graças à competência e simpatia que isso acontece. O contrato dela acabou há uns dias, pelo que agora está em casa, de férias. Hoje foi entregar a farda, como é da praxe, e descobriu que foram chamadas de novo para trabalhar, outras funcionárias que também já estavam de férias. Funcionárias que não são polivalentes. Funcionárias que não primam pela responsabilidade, ou assiduidade. Funcionárias que estão lá há menos tempo. Funcionárias que têm um marido rico que as leva a passar férias sei lá eu onde.

Não quero pintar aqui uma imagem de coitadinha da minha mãe. Não, pois ela de coitadinha não tem rigorosamente nada. É uma mulher de armas, trabalhadora e que me criou praticamente sozinha. Uma heroína, no meu ponto de vista. Nunca faltou um dia ao trabalho, nunca desrespeitou um utente nem uma colega. Sempre primou pela pontualidade, pela simpatia, pela polivalência e pela responsabilidade. Mas, infelizmente, naquela empresa isso não adianta de nada. A única coisa que interessa é quem tu conheces ou deixas de conhecer. O factor C está sempre lá.

E ver a minha mãe a chegar a casa a chorar por causa daqueles atrasados mentais, daqueles pseudodirigentes empresariais que não sabem reconheceriam um bom funcionário nem que ele lhe caísse em cima, faz nascer em mim uma revolta imensa. A única coisa que lhes interessa é o dinheiro que lhes cai nos bolsos, ou melhor, que é desviado para os bolsos. Sim, desviado. E tenho dito! Porque andarem a trocar de carro mês sim, mês não, ir de férias não sei para onde e comprar milhentas coisas não se faz com um ordenado de 800 euros. Tem que vir algum de fora. E o que vem de fora é muito, pois os Balneários dão muito dinheirinho. Então na época alta é só ver dinheiro a entrar em caixa. É pagamento de consultas, é tratamentos, é bem-estar, é taxa sobre a água utilizada, etc e tal.

O Figo, sim o Figo, quis comprar a Termalistur. O seu objectivo era modernizar aquela que é uma bela zona turística. Uma das coisas que ele queria fazer, segundo me chegou aos ouvidos, era um hotel 5 estrelas e um centro de estágios aqui na zona. Escusado será dizer que isso ia ser óptimo no ao turismo diz respeito. Mas, a Câmara não quis vender. E porquê? Porque o Figo ia privatizar a empresa, claro. E uma vez privatizada já não entrava dinheirinho na Câmara, ou melhor, nos bolsos alheios.

Infelizmente, a Termalistur não é a única empresa assim. Muitas há espalhadas por este país fora que não conhecem os termos pontualidade, assiduidade, responsabilidade, polivalência, esforço… Só conhecem uma palavra: cunha. E é por coisas destas que eu sou totalmente contra as cunhas. Radical mesmo. Toda e qualquer empresa que promovesse esta prática devia levar com uma valente multa em cima.

Resumindo: caros dirigentes da Termalistur. Estimo seriamente que quando forem pegar no vosso BMW, Volvo e afins o encontrem totalmente espatifado, arranhado, partido, triturado e mais coisas más acabadas em –ado. Prometo rezar todas as noites para que, quando se virem no desemprego, os menos qualificados que vós passem à vossa frente com um sorriso trocista no rosto.

Mais digo, que torço fervorosamente para que um dia as vossas falcatruas sejam todas descobertas para que eu me possa rir à grande e à francesa, enquanto vocês vêm o sol a nascer aos quadradinhos.

Tenham um péssimo dia e uma valente dor de cabeça!



Traduzindo por miúdos: Estimo muito que se f****!
(Queridos leitores que não têm nada a ver com isto…
Desculpem lá o palavrão, mas aqui teve que ser…)

domingo, novembro 22, 2009

Sexy...



Dizerem que o meu blogue é sexy deixa qualquer um com a auto-estima em cima logo pela manhã :-)

Este selinho todo catita foi-me oferecido pela Anne do Essence of Self. Desde já fica o meu muito obrigado. Anne, és uma querida! :)

Não tem regras este selinho, pelo que passo para todas as minhas leitores, e leitores :-p

sábado, novembro 21, 2009

Mais uma vítima...





É verdade, o Sims 3 fez mais uma vítima: a minha mãe. Ele gosta daquilo. Quando estou a jogar, ela vem e põe-se a ver. Há uns dias mostrei-lhe os Sims a fazerem triqui-triqui... Riu-se que nem uma perdida :-p

Do You Remember? # 15



Série - Mission Impossible


Aqui a taralhoca esqueceu-se ontem da rubrica :p Sorry!

sexta-feira, novembro 20, 2009

O dia está a correr tão bem...


Como se não bastasse não ter dormido nada... Hoje de manhã, depois de limpar o pó, fui arrumar o Pronto e o pano na dispensa. Como a porta estava perra eu puxei... A porta veio de repente e entalei os dedos... Mandei um berro que nem imaginam. Agora não os consio dobrar totalmente e um deles está um bocadinho inchado. Adivinhem lá qual é!

Só a mim mesmo...

quinta-feira, novembro 19, 2009

Christmas is coming…


Eu gosto do Natal. A sério que gosto. Não pelas prendas, mas adoro ver as ruas todas iluminadas, as casas enfeitadas, a correria das pessoas pelos centros comerciais. Gosto do cheiro a Natal. Sim, porque o Natal tem um cheiro diferente… A mim cheira-me sempre a rabanadas que é o meu doce preferido :-)

Até gosto de ver os reclames dos brinquedos na TV… Ver a Popota toda maluca vestida de indiana a dança a música dos Buraka Som Sistema, a Leopoldina (que me parece que pôs silicone) qual Lara Croft a combater o mal, o Elefante do Jumbo e o macaquinho… Gosto disso tudo. Mas chiça, estamos em Novembro e já somos bombardeados com coisas natalícias, principalmente na TV? Ainda falta mais de um mês para o Natal. Um dia destes começamos a comemorar o Natal em Setembro.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Friinho...



Hoje recomecei as minhas caminhadas matinais. Levamtei-me as 7h45, olho lá para fora e vejo um nevoeiro cerradinho. Começo a pensar: "Vou, não vou? Vou, não vou?". E fui.

A meu Deus que rapei um frio. Ainda estou meia congelada, principalmente as mãos, as orelhinha e o narizinho. Para a próxima vou munida de de gorro, cachecol e luvas...

terça-feira, novembro 17, 2009

História da vida…


Era uma vez um rapaz que tinha tudo. Um rapaz que teve a sorte de nascer no meio de uma família completa e feliz, com um pai, uma mãe e um irmão mais novo. Apesar de a relação de proximidade entre ele e os pais não ser a ideal, não haver aquela intimidade ou companheirismo, sempre teve tudo o que desejou. Um curso, um carro, roupa da melhor marca e tudo o mais que pudesse querer. Era um rapaz simpático, educado, responsável, com a cabeça no lugar.

Esse rapaz cresceu, tornou-se adulto, formou-se e, assim como acontece com muitas pessoas, teve um desgosto de amor. A rapariga que amava deixou-o, coisa que o abalou profundamente. Deixou de se preocupar com ele mesmo, com comer, com tudo. Farto de estar em casa, rumou até ao Norte, tentando procurar conforto em casa da tia, da prima e da avó.

Foi recebido de braços abertos. A tia era o seu ombro amigo, alguém com quem ele podia desabafar e que tinha sempre algum conselho bom para dar. O rapaz ficou por lá uns dias, comendo pouco, saindo pouco, pensando muito e fumando ainda mais.

Chegou a altura de voltar, e ele lá foi rumo à capital, um pouco melhor, parecia. Começou a sair à noite com os amigos, a conhecer pessoas novas. E conheceu uma outra rapariga, com quem dizia estar a passar o tempo, uma brasileira. Foi aí que as coisas começaram a descambar.

Ele foi avisado. Disseram-lhe que aquilo não ia acabar bem. Para estar atento, pois muitas brasileiras que vêm para Portugal só têm um objectivo: “caçar” um idiota para lhe sugarem o dinheiro todo, não se importando se destroem uma família pelo caminho ou não. Ele dizia que sabia disso. Foram-lhe relatadas histórias de casos verídicos onde isso tinha acontecido. Ele dizia que sabia disso. Ele dizia que era só uma curte, nada de importante. Disseram-lhe para ter cuidado, para pensar, para não se deixar enredar. Ele dizia que era só uma curte.

Nenhum aviso surtiu efeito. Ele deixou-se enredar, deixou-se envolver e a sua personalidade, o seu carácter mudou totalmente. A simpatia esfumou-se, a educação também. Inteligência nem vê-la. Deixou de ir a casa, de dar satisfação aos pais. Antes pelo contrário, trata-os mal, rouba dinheiro da carteira à mãe e manda-a à merda. Ao pai nem sequer fala, quanto mais ao irmão.

Faz contratos falsos utilizando NIF e número de BI falsos em instituições governamentais para que pareça que ela (a brasileira) esteja a trabalhar em casa dos pais. Pede créditos que depois não consegue pagar, vindo depois pedir dinheiro à mãe, dizendo que, posteriormente, lhe devolve. Nunca devolveu. Não compra roupa para ele, não se cuida. Nada! O dinheiro é para pagar o apartamento dela, as respectivas contas e descontos para a segurança social (visto ela supostamente também trabalhar para ele como empregada doméstica). Inventa uma gravidez para fazer com que os pais a aceitem.

A mãe não consegue expulsá-lo de casa, não tem coragem de lhe por as malas à porta. Mesmo a brasileira telefonando-lhe e chamando-lhe de puta para baixo. Ele sabe destes telefonemas, destes insultos à mãe, pois muitos são feitos à frente dele. Ele admite.

A tia já não pode fazer nada, pois o sobrinho deixou de lhe falar. Não lhe atende o telefone. A tia e a mãe (irmãs) desse rapaz falam ao telefone todos os dias e contam as novidades, que nunca mudam. Tudo continua na mesma. A prima desse rapaz fala com a mãe dele, sua tia, de vez em quando. O assunto surge sempre à baila. Tanto que já chateia. Dois anos a ouvir a mesma lengalenga quase todos os dias. Dois anos a dizer para pararem de ir a videntes desfazer qualquer feitiço que ela lhe tenha feito. Dois anos a dizer que devem partir para os meios legais. E mais recentemente, a dizer que já não vale a pena ninguém preocupar-se.

Todos os dias esse tema surge nas conversas em casa. A prima está farta. Está farta de ver a tia em sofrimento e de ver a mãe preocupada.

À prima só lhe apetece dizer: "Querido primo, se por algum acaso do destino estiveres a ler isto, espero bem que batas com os cornos na parede de uma vez por todas e com muita força e vejas a merda que andas a fazer. O sofrimento que causas aos teus pais, pois acredita que eles não vão durar para sempre. Amigos, pelo que sei, não tens nenhuns. Foram-se! Cansaram-se!

E tu, deixaste de ser um homem. És um cãozinho que anda de trela bem curta. Uma criatura cobarde, sem vergonha na cara que, apesar de mandar os pais à merda, ainda tem a lata de por os pés em casa e tirar-lhes dinheiro. Ao ponto que chegaste, francamente. Já nem distingues o bem do mal. Além dos tomates, essa mulher (se é que posso chamar-lhe assim) também te tirou o carácter e a vergonha. Será que o sexo com ela é assim tão bom que não vês mais nada à frente a não ser isso?

Ninguém te deseja mal… só querem que abras os olhos que insistes em manter fechados. Só espero que quando os abrires não seja tarde de mais. Que não estejas de tal forma atolado em problemas e ilegalidades que ninguém te possa ajudar."

segunda-feira, novembro 16, 2009

Entre a espada e a parede!




Longe vai o tempo em que o divórcio era visto como um tabu, como algo de profundamente repreensível. Em outros tempos era preferível ficar casado, mesmo quando o amor e o respeito tinham desaparecido, do que ser divorciada/o. Seria falta de coragem? Não sei, mas a razão mais citada para manter um casamento era o bem-estar dos filhos.

Enquanto filha de pais divorciados não posso, de maneira nenhuma, concordar com esta razão. As crianças são radares potentíssimos, captando coisas que até os adultos duvidam. A mais ligeira alteração é percepcionada por elas. Eu já fui criança e eu sei do que falo. Na minha opinião, e ela vale o que vale, é preferível que os pais se separem a continuarem a viver uma relação baseada na mentira, na discussão…

Mas claro que é necessário saber explicar isso aos filhos. É preciso sentarem-se todos no sofá e com palavras simples, calmas e cheias de amor dizer que embora os pais se separem isso não significa que o amor pelos filhos vá diminuir. É essencial. Assim como é essencial que continue a haver respeito entre os membros do casal. Infelizmente, é aqui que as coisas nem sempre correm bem.

Muitas vezes o divórcio não ocorre por mútuo consentimento, ou seja, por ambos quererem, mas antes por só um querer. Tal provoca discussões estrondosas entre 4. Discussões, frequentemente, presenciadas pelos filhos que não entendem o motivo de tanta gritaria, de tanto insulto, de tanto ódio. Eu pelo menos não entendia!

Chorei bastante quando os meus pais me disseram pela primeira vez que se iam divorciar. Separaram-se e depois, passado uns tempos voltaram a juntar-se. Sinceramente, detestei-os por isso. Pode não parecer bonito de se dizer, mas é verdade. Detestei os meus pais por isso. Detestei-os por me terem feito sofrer com uma separação, com uma ruptura de um lar, para depois, quando eu já estava habituada ao facto, voltarem a juntar-se. Na minha cabeça de criança só passam questões como “porquê se separaram se depois se voltaram a juntar?”, “porque me magoaram com aquela ruptura para depois voltarem um para o outro?”. Ainda não conseguia entender bem as coisas… Ou isso, ou apesar de ser ainda muito nova, sabia que aquela reconciliação não ia durar muito. Para ser sincera, não sei exactamente quanto tempo durou, mas o divórcio foi inevitável… E ainda bem! Sentir aquele clima pesado em casa, não haver diálogo, mas antes discussões frequentes não é ambiente no qual se queira viver permanentemente.

O divórcio chegou para meu grande alívio. Foi por mútuo consentimento, se assim se pode dizer. A minha mãe queria o divórcio, mas o meu pai não, mas apesar disso concedeu-lho. Como é normal o tribunal estipulou que de 15 em 15 dias devia passar o fim-de-semana com o meu pai. No entanto, a minha mãe nunca se opôs que fosse passar todos os fins-de-semana com ele.

Confesso que ir passar os fins-de-semana como meu pai era um suplício. Não que não gostasse de estar com ele, não me interpretem mal. Mas é que o meu pai não falava de mais nada a não ser da minha mãe. Tentava influenciar-me permanentemente. Não no sentido de eu odiar a minha mãe, não. Antes pressionava-me para eu lhe dizer que queria que eles voltassem. “Diz à tua mãe que estás triste por estarmos separados… Diz-lhe que queres que ela dê mais uma oportunidade ao pai”. Foi assim, todos os fins-de-semana durante 5 anos (se não me falha a memória). E quando não estava comigo telefonava-me a perguntar se já tinha falado com a minha mãe. Cheguei à triste conclusão que o meu pai só queria que eu fosse passar os fins-de-semana com ele para ver a minha mãe quando ela me fosse buscar. Mais nada.

Uma vez, já estava eu na faculdade (no 1º ano), não pude ir passar o fim-de-semana com ele. Ele telefonou-me e eu disse que não podia, pois tinha frequência na 2ª feira e tinha que estudar (e como já se viu em casa do meu pai tal era impossível). Ele ficou possesso, gritou comigo e desligou-me o telefone na cara. Foi a gota de água… Passei-me e liguei-lhe de volta. Chamei-o de mal-educado e disse-lhe que a única razão pela qual ele queria que eu fosse lá era para ver a minha mãe. Deitei tudo cá para fora! Na altura pediu-me desculpa mas a paz não durou muito tempo.

No fim-de-semana seguinte pediu-me para escrever uma carta à minha mãe. Ele ditava-me o texto e eu assinava como se fosse minha. O texto? A lengalenga do costume: “que eu queria que eles voltassem para ficar feliz” etc e tal. Eu disse que não. Que aquilo era um problema deles os dois e que não era justo ele envolver-me naquilo daquela maneira. Se a minha mãe não queria voltar ele tinha que aceitar isso. Resultado: não me falou no resto do fim-de-semana. Hoje sei que o meu pai era uma criança enfiada num corpo de adulto.

Hoje não falo com ele, por razões que não vale a pena expor aqui. Mas houve alturas em que estive entre a espada e a parede, sem saber para que lado ir. Houve alturas em que me senti desamparada, que me senti como “arma de arremesso” (não da parte da minha mãe, mas antes do meu pai), um meio para chegar a um fim, neste caso um meio para o meu pai voltar para a minha mãe.

Hoje sou uma mulher saudável. Graças a Deus não tenho traumas e pergunto-me como isso é possível. Não tenho aversão a compromissos nem a casamento. Mas sei que nem toda as pessoas são como eu. Nem todas as crianças tem uma mente forte para aguentar tudo e mais alguma coisa. Para aguentar serem ”bolas de pingue-pongue” atiradas de um lado para o outro e continuarem a manter a sua ingenuidade e sanidade mental.

Os pais deviam deixar de usar os filhos como arma, como um objecto para influenciar ou magoar o outro. Os filhos devem ser neutros e ponto. Devem deixa-lhos amar os pais como querem, sentir o que querem.

quarta-feira, novembro 11, 2009

terça-feira, novembro 10, 2009

Tempo de revelações...





A Daniela é uma blogusta que farta-se de me mimar. Eu cá gosto :-) Obrigado linda!

Regras:

1. Postar o selo e indicar quem o deu (Feitinho!)

2. Completar as frases:

a) Eu já… adormeci numa aula. (De Narrativa do Cinema. Adormeci a ver Odisseia do Espaço e acordei com o Planeta dos Macacos.)

b) Eu nunca… andei de bicicleta. (É triste não é? Eu sei...)

c) Eu sei… dizer "Amo-te" em chinês. (É verdade. Sei mesmo :-p)

d) Eu quero… ir a Itália um dia. (E hei-de ir, nem que seja a pé!)

e) Eu sonho… em ser feliz e ter uma vida estável com o meu P. (E havemos de conseguir...)

3. Passar o desafio a 5 blogues:

Essence of Self;
Um lugar chamado Aqui;
Sakura;
Midnight Club;
...Preto no Branco...

segunda-feira, novembro 09, 2009

Espíritos, bruxas e coisas assim assim…


A minha família é toda aqui da região de Viseu, mais propriamente duma pequena aldeia, na qual eu agora moro, juntamente com a minha mãe e com a minha avó. Por sua vez, a minha tia, tio e respectivos primos moram na capital, Lisboa.

Como todos sabem, nestes meios pequenos, todas as pessoas têm as suas crendices. Acreditam em espíritos, mesinhas, videntes, etc e tal. A minha avó, a minha tia e a minha mãe (que acredita um pouco mas, lá coloca as suas dúvidas) não é excepção.

A minha tia está assim com uns problemas com o meu primo mais velho. Não vale a pena mencioná-los aqui, pois se vos contasse a história toda um dia não chegava. Mas continuando… Para tentar resolver esse problema que acredita ser causado por bruxaria resolveu recorre a uma vidente. A dita vidente disse-lhe para fazer isto e aquilo, para preparar este e aquele chá, para fazer aquele ou aqueloutra oração. Enfim, uma infinidade de coisas. Resultou? Não. Continua tudo na mesma. Menos a carteira da minha tia que está cerca de 1000 euros mais leve.

A tal vidente era daqui da zona e visto a impossibilidade da minha tia lá ir, era a minha mãe que ia às “consultas”. Eu costumava acompanhá-la, mas nunca entrava no “consultório”, excepto da última vez que lá fomos. Aproveitando que já lá estávamos a minha mãe pediu à senhora para me dar uma “consulta”, ou seja, ler as cartas para ver se estava tudo bem comigo visto eu não conseguir arranjar emprego.

A senhora lá baralhou as cartas, eu parti, ela colocou-as na mesa e ficou a olhar para elas.

Vidente: A menina realmente tem alguma coisa. Mau-olhado.
Eu: … (Nada a dizer. Se ela me dissesse que não tinha nada é que eu me espantava)
Vidente: A menina tem namorado, certo?
Eu: Sim, tenho. (Tenho uma aliança no dedo. Será que foi por aí que ela deduziu que eu tinha namorado?)
Vidente: Pois, este mau-olhado está relacionado com o seu namorado. (WTF????) Alguém que é ou foi relacionado com o seu namorado fez-lhe isto. Uma ex-namorada talvez. (Pois, claro. Tinha que ser!)
Mãe: Mas ela vai arranjar emprego.
Vidente: Se até ao Fevereiro ou Março não arranjar deve fazer um “tratamento”.
Mãe: E quanto é?
Vidente: 500 euros. (Dasse…) Mas não se preocupe que tem boas cartas, menina. Tem aqui a árvore da felicidade. Vai casas, construir família e ser muito feliz.

Eu respeito quem acredita nestas coisas de videntes e tal. Eu até posso acreditar que haja pessoas que têm uma sensibilidade diferente, mais apurada, capazes de ver para além deste mundo visível. Mas mal pedem dinheiro para usarem essas faculdades perdem logo toda a credibilidade. É a mesma coisa que Jesus dizer: “Queres andar? Dá-me 30 moedas de prata”.

Mete-me um pouco de confusão as pessoas porem as culpas em qualquer coisa de sobrenatural quando as coisas correm mal. “Ah e tal estou com dores de cabeça. Foi aquela gaja que me fez isto”, “Fui despedido. Foi aquele tipo cheio de inveja que me fez vudu”, “Estás com um mau humor. Deves ter alguma coisa dentro de ti”… Que exagero também! Se dói a cabeça pode ser por ter estado muito tempo à frente do computador. Se foi despedido, é altura de olhar para trás e repensar se fez alguma coisa mal e corrigi-la se possível. Se está de mau humor é porque o dia correu mal. Acontece.

Eu acredito que há forças superiores, sobrenaturais, mas não acho que se deva reger a vida por isso e culpar os espíritos por tudo e por nada, nem recorrer a videntes ou bruxos de cada vez que a vida nos passa uma rasteira.

domingo, novembro 08, 2009

Que originalidade...


Ontem, estava eu aqui sentadinha no meu sofázinho, quentinha, coberta com a minha mantinha a ver TV. Se não me falha a memória estava a dar o programa Episódio Especial na Sic. Não estava a prestar muita atenção até que disseram que em breve irá estrear uma nova série neste canal.

História desta série? Passa-se em Sintra e conta as aventuras e desventuras de um punhado de adolescentes. Uns normais, outros... vampiros!!! (Soa-vos familiar?)

O tema principal, pelo que me deu a entender, é a história de amor entre uma adolescente humana e um jovem vampiro. (Isto lembra-me qualquer coisa... Hummmm... O que será?)

Uma das cenas que mostraram foi essa tal adolescente de nome Isabel (é pá... cada vez mais familiar...) a caminhar por um local deserto, numa noite escura. De repente, surge um carro com rapazes que a começa a abordar. Ela ignora e começa a fugir, mas os rapazes correm no seu encalço e apanham-na. É nesse momento que surge o jovem vampiro em seu socorro. (Eu juro que já vi isto algures... Ahhh, já sei. É tal e qual a história da Stephanie Meyer.)

Não o rapaz vampiro não se chama Eduardo, é Afonso. Ao menos isso! No entanto, as semelhanças de vestuário e estilo entre Afonso e Edward Cullen e Isabel e Bella Swan são imensas. Uma cópia quase tirada a papel químico.

Ah, é verdade... Título da série: Lua Vermelha.

Sinceramente, não percebo esta vontade da Sic em ir buscar ideias lá fora. E aqui nem é buscar ideias. É mesmo copiar a história de uma das sagas mais famosas da actualidade, Crepúsculo. Estou para ver o que vai sair daqui...

sexta-feira, novembro 06, 2009

Tendência a Pontapés e Murros...


O novo signicado da TPM... É que a mim apetece-me mesmo ir para a rua e mandar uns bananos a meia de dúzia de gente e gritar disparatadamente com outros tantos...

Do You Remember? # 13


Série - Pink Panter

The Lost Symbol...



Acabei hoje de ler o último e mais esperado livro do famoso, e polémico, escritor Dan Brown. Muitas pessoas que me conhecem sabem que eu já andava à espera que este livro saísse há imenso tempo. Tenho todos os livros deste autor. Na verdade, é o único do qual insisto em fazer colecção. Sempre que saia um novo livro ficava “desesperada” para o obter.

Dan Brown conquistou a minha admiração com o best-seller que foi O Código Da Vinci. Não me vou por aqui a contar a história do livro, pois esta já é tão conhecida como a história de Noé. A única coisa que direi é que, a perspectiva que ele deu da vida de Jesus e deste enquanto homem, agradou-me bastante.

A seguir veio Anjos e Demónios. Uma luta entre a ciência e a Igreja. Uma história que nos prende a respiração até á última página com uma espantosa revelação. Seguiu-se A Conspiração e Fortaleza Digital onde a alta tecnologia é uma predominante. (Sempre achei que estes dois livros também dariam excelentes filmes se bem dirigidos)

Agora Dan Brown volta a surpreender com O Símbolo Perdido, ao longo do qual conhecemos uma sociedade, vista por muitos como “macabra”: a Maçonaria. Dan Brown apresenta-nos esta sociedade, com os seus rituais, valores e ideais tão diferentes dos que povoam o nosso imaginário. A trama está muito bem conseguida a meu ver. Cada página tem uma reviravolta inesperada, o que nos impele a ler mais e mais, tornando-se difícil fechar as páginas do livro e guardar o resto da leitura para o dia seguinte.

Adorei as ideias, os ideais, as visões diferentes que este livro apresenta. Uma perspectiva diferente do ser humano, da mente humana e do poder destes.

O personagem principal deste livro é o famoso e conhecido simbologista Robert Langdon. Para quem viu o filme O Código Da Vinci e Anjos e Demónios é impossível não imaginar Tom Hanks à medida que a história de desenrola. Langdon vê-se envolvido numa grande trama que dura cerca de 12 horas ao longo da qual tem que decifrar pistas, símbolos e por aí adiante para atingir um determinado objectivo (que como é óbvio não vou enunciar lol).

Um dos pontos altos do livro é o vilão. Uma palavra para o caracterizar: demónio. Um dos melhores vilões dos 5 livros. Se acharam o Silas assustador e incrivelmente perturbado, nem queiram imaginar até onde este Mal’ akh (o vilão) é capaz de chegar.
Em suma, leiam. Eu aconselho! :-)

Haja muita paciência....


Se há coisa que me faz uma certa confusão é pessoas que fazem queixinhas a outras com o intuito que estas últimas façam de pombo correio para nos dar o recado.

Se há outra coisa que me enerva é as pessoas que são extremamente agarradas ao dinheiro, forretas até dizer chega.

E quando estas duas características se unem num só momento, ou numa mesma situação, tal provoca um reboliço no meu interior que só me dá vontade de explodir ou sair pela porta fora desta casinha onde eu vivo.

Não é que não goste de viver com a minha santa mãe e com a minha avó, mas estou a precisar, desesperadamente, de ter um sítio só meu, onde possa mandar e desmandar conforme me dê na cabeça. Onde possa tomar banho todos os dias sem que ninguém (a minha avó) me diga "Outra vez!? Ainda ontem tomaste banho". Onde possa ver filmes de desenhos animados e ouça "A Aninhas ainda gosta de bonecada". Onde possa jogar um jogo de computador e não me perguntem "Que idade é que tens?". Onde possa ter a luz acesa em pleno dia, se tiver imensamente nublado e não conseguir ver nada, para ler um livro e não me digam "Luz acesa em pleno dia?".

Se tomo banho todos os dias é porque faço caminhadas todos os dias (no Verão) e não vou ficar suada. Gosto de ver desenhos animados e depois? Qual é o problema? Tenho uma criança dentro de mim ainda e graças a Deus que assim é. Tomara muitas pessoas tê-la. Desde quando é que jogar computador é sinónimo de ser crinaça hã? E qual o mal de ter a luz acesa durante o dia para ler? É preferível ficar ainda mais vesga do que já sou é?

Oh por amor de Deus. Estou a ficar farta de tanta picuinhice (acho que inventei uma palavra nova). Não vem da minha mãe não. É a minha avó. Eu adoro-a, mas sinceramente, parece que ainda vive no tempo da outra senhora. Morre de medo de gastar uns tostões a mais (como se ela tivesse pouco dinheiro). Será que esta gente ainda não percebeu que o dinheiro fica cá quando se morrer? Acho que se deve fazer um pézinho de meia para a velhice, mas ser forreta em exagero é uma autêntica parvoíce.



Não sei se este post fez algum sentido...
Foi escrito com os nervos...

quinta-feira, novembro 05, 2009

Fico preocupada quando...


Vejo uma notícia destas:

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Uma menina búlgara de 11 anos deu à luz uma menina, no dia em que se iria casar com o namorado, de 19 anos. Kordeza Zhelyazkova deu entrada no hospital, na semana passada, ainda vestida de noiva.

De acordo com o site brasileiro G1, a menina engravidou ainda com 10 anos. Faltavam duas semanas para completar os 11 quando descobriu que ia ter um filho.

Violeta nasceu no dia marcado para o casamento dos pais e é uma bebé saudável. O casamento, esse, teve de ser adiado e só aconteceu dias depois.

Kordeza diz que, a partir de agora, não vai mais brincar com brinquedos. «Agora tenho um novo brinquedo», afirma.
(continua
aqui)"

1ª pergunta: Desde quando é que uma criança é um brinquedo?
2ª pergunta: Como é que uma criança toma conta de outra?
3ª pergunta: Que raio de pais são estes que autorizaram o casamento entre uma criança de 11 anos e outra de 19?

quarta-feira, novembro 04, 2009

Isto está difícil...


Estou a sofrer de uma terrível falta de inspiração aguda... Não me lembro de nada sobre o que escrever, ou se me lembro, não me sai nadinha... Isto está mal!!!