quarta-feira, novembro 18, 2009

Friinho...



Hoje recomecei as minhas caminhadas matinais. Levamtei-me as 7h45, olho lá para fora e vejo um nevoeiro cerradinho. Começo a pensar: "Vou, não vou? Vou, não vou?". E fui.

A meu Deus que rapei um frio. Ainda estou meia congelada, principalmente as mãos, as orelhinha e o narizinho. Para a próxima vou munida de de gorro, cachecol e luvas...

terça-feira, novembro 17, 2009

História da vida…


Era uma vez um rapaz que tinha tudo. Um rapaz que teve a sorte de nascer no meio de uma família completa e feliz, com um pai, uma mãe e um irmão mais novo. Apesar de a relação de proximidade entre ele e os pais não ser a ideal, não haver aquela intimidade ou companheirismo, sempre teve tudo o que desejou. Um curso, um carro, roupa da melhor marca e tudo o mais que pudesse querer. Era um rapaz simpático, educado, responsável, com a cabeça no lugar.

Esse rapaz cresceu, tornou-se adulto, formou-se e, assim como acontece com muitas pessoas, teve um desgosto de amor. A rapariga que amava deixou-o, coisa que o abalou profundamente. Deixou de se preocupar com ele mesmo, com comer, com tudo. Farto de estar em casa, rumou até ao Norte, tentando procurar conforto em casa da tia, da prima e da avó.

Foi recebido de braços abertos. A tia era o seu ombro amigo, alguém com quem ele podia desabafar e que tinha sempre algum conselho bom para dar. O rapaz ficou por lá uns dias, comendo pouco, saindo pouco, pensando muito e fumando ainda mais.

Chegou a altura de voltar, e ele lá foi rumo à capital, um pouco melhor, parecia. Começou a sair à noite com os amigos, a conhecer pessoas novas. E conheceu uma outra rapariga, com quem dizia estar a passar o tempo, uma brasileira. Foi aí que as coisas começaram a descambar.

Ele foi avisado. Disseram-lhe que aquilo não ia acabar bem. Para estar atento, pois muitas brasileiras que vêm para Portugal só têm um objectivo: “caçar” um idiota para lhe sugarem o dinheiro todo, não se importando se destroem uma família pelo caminho ou não. Ele dizia que sabia disso. Foram-lhe relatadas histórias de casos verídicos onde isso tinha acontecido. Ele dizia que sabia disso. Ele dizia que era só uma curte, nada de importante. Disseram-lhe para ter cuidado, para pensar, para não se deixar enredar. Ele dizia que era só uma curte.

Nenhum aviso surtiu efeito. Ele deixou-se enredar, deixou-se envolver e a sua personalidade, o seu carácter mudou totalmente. A simpatia esfumou-se, a educação também. Inteligência nem vê-la. Deixou de ir a casa, de dar satisfação aos pais. Antes pelo contrário, trata-os mal, rouba dinheiro da carteira à mãe e manda-a à merda. Ao pai nem sequer fala, quanto mais ao irmão.

Faz contratos falsos utilizando NIF e número de BI falsos em instituições governamentais para que pareça que ela (a brasileira) esteja a trabalhar em casa dos pais. Pede créditos que depois não consegue pagar, vindo depois pedir dinheiro à mãe, dizendo que, posteriormente, lhe devolve. Nunca devolveu. Não compra roupa para ele, não se cuida. Nada! O dinheiro é para pagar o apartamento dela, as respectivas contas e descontos para a segurança social (visto ela supostamente também trabalhar para ele como empregada doméstica). Inventa uma gravidez para fazer com que os pais a aceitem.

A mãe não consegue expulsá-lo de casa, não tem coragem de lhe por as malas à porta. Mesmo a brasileira telefonando-lhe e chamando-lhe de puta para baixo. Ele sabe destes telefonemas, destes insultos à mãe, pois muitos são feitos à frente dele. Ele admite.

A tia já não pode fazer nada, pois o sobrinho deixou de lhe falar. Não lhe atende o telefone. A tia e a mãe (irmãs) desse rapaz falam ao telefone todos os dias e contam as novidades, que nunca mudam. Tudo continua na mesma. A prima desse rapaz fala com a mãe dele, sua tia, de vez em quando. O assunto surge sempre à baila. Tanto que já chateia. Dois anos a ouvir a mesma lengalenga quase todos os dias. Dois anos a dizer para pararem de ir a videntes desfazer qualquer feitiço que ela lhe tenha feito. Dois anos a dizer que devem partir para os meios legais. E mais recentemente, a dizer que já não vale a pena ninguém preocupar-se.

Todos os dias esse tema surge nas conversas em casa. A prima está farta. Está farta de ver a tia em sofrimento e de ver a mãe preocupada.

À prima só lhe apetece dizer: "Querido primo, se por algum acaso do destino estiveres a ler isto, espero bem que batas com os cornos na parede de uma vez por todas e com muita força e vejas a merda que andas a fazer. O sofrimento que causas aos teus pais, pois acredita que eles não vão durar para sempre. Amigos, pelo que sei, não tens nenhuns. Foram-se! Cansaram-se!

E tu, deixaste de ser um homem. És um cãozinho que anda de trela bem curta. Uma criatura cobarde, sem vergonha na cara que, apesar de mandar os pais à merda, ainda tem a lata de por os pés em casa e tirar-lhes dinheiro. Ao ponto que chegaste, francamente. Já nem distingues o bem do mal. Além dos tomates, essa mulher (se é que posso chamar-lhe assim) também te tirou o carácter e a vergonha. Será que o sexo com ela é assim tão bom que não vês mais nada à frente a não ser isso?

Ninguém te deseja mal… só querem que abras os olhos que insistes em manter fechados. Só espero que quando os abrires não seja tarde de mais. Que não estejas de tal forma atolado em problemas e ilegalidades que ninguém te possa ajudar."

segunda-feira, novembro 16, 2009

Entre a espada e a parede!




Longe vai o tempo em que o divórcio era visto como um tabu, como algo de profundamente repreensível. Em outros tempos era preferível ficar casado, mesmo quando o amor e o respeito tinham desaparecido, do que ser divorciada/o. Seria falta de coragem? Não sei, mas a razão mais citada para manter um casamento era o bem-estar dos filhos.

Enquanto filha de pais divorciados não posso, de maneira nenhuma, concordar com esta razão. As crianças são radares potentíssimos, captando coisas que até os adultos duvidam. A mais ligeira alteração é percepcionada por elas. Eu já fui criança e eu sei do que falo. Na minha opinião, e ela vale o que vale, é preferível que os pais se separem a continuarem a viver uma relação baseada na mentira, na discussão…

Mas claro que é necessário saber explicar isso aos filhos. É preciso sentarem-se todos no sofá e com palavras simples, calmas e cheias de amor dizer que embora os pais se separem isso não significa que o amor pelos filhos vá diminuir. É essencial. Assim como é essencial que continue a haver respeito entre os membros do casal. Infelizmente, é aqui que as coisas nem sempre correm bem.

Muitas vezes o divórcio não ocorre por mútuo consentimento, ou seja, por ambos quererem, mas antes por só um querer. Tal provoca discussões estrondosas entre 4. Discussões, frequentemente, presenciadas pelos filhos que não entendem o motivo de tanta gritaria, de tanto insulto, de tanto ódio. Eu pelo menos não entendia!

Chorei bastante quando os meus pais me disseram pela primeira vez que se iam divorciar. Separaram-se e depois, passado uns tempos voltaram a juntar-se. Sinceramente, detestei-os por isso. Pode não parecer bonito de se dizer, mas é verdade. Detestei os meus pais por isso. Detestei-os por me terem feito sofrer com uma separação, com uma ruptura de um lar, para depois, quando eu já estava habituada ao facto, voltarem a juntar-se. Na minha cabeça de criança só passam questões como “porquê se separaram se depois se voltaram a juntar?”, “porque me magoaram com aquela ruptura para depois voltarem um para o outro?”. Ainda não conseguia entender bem as coisas… Ou isso, ou apesar de ser ainda muito nova, sabia que aquela reconciliação não ia durar muito. Para ser sincera, não sei exactamente quanto tempo durou, mas o divórcio foi inevitável… E ainda bem! Sentir aquele clima pesado em casa, não haver diálogo, mas antes discussões frequentes não é ambiente no qual se queira viver permanentemente.

O divórcio chegou para meu grande alívio. Foi por mútuo consentimento, se assim se pode dizer. A minha mãe queria o divórcio, mas o meu pai não, mas apesar disso concedeu-lho. Como é normal o tribunal estipulou que de 15 em 15 dias devia passar o fim-de-semana com o meu pai. No entanto, a minha mãe nunca se opôs que fosse passar todos os fins-de-semana com ele.

Confesso que ir passar os fins-de-semana como meu pai era um suplício. Não que não gostasse de estar com ele, não me interpretem mal. Mas é que o meu pai não falava de mais nada a não ser da minha mãe. Tentava influenciar-me permanentemente. Não no sentido de eu odiar a minha mãe, não. Antes pressionava-me para eu lhe dizer que queria que eles voltassem. “Diz à tua mãe que estás triste por estarmos separados… Diz-lhe que queres que ela dê mais uma oportunidade ao pai”. Foi assim, todos os fins-de-semana durante 5 anos (se não me falha a memória). E quando não estava comigo telefonava-me a perguntar se já tinha falado com a minha mãe. Cheguei à triste conclusão que o meu pai só queria que eu fosse passar os fins-de-semana com ele para ver a minha mãe quando ela me fosse buscar. Mais nada.

Uma vez, já estava eu na faculdade (no 1º ano), não pude ir passar o fim-de-semana com ele. Ele telefonou-me e eu disse que não podia, pois tinha frequência na 2ª feira e tinha que estudar (e como já se viu em casa do meu pai tal era impossível). Ele ficou possesso, gritou comigo e desligou-me o telefone na cara. Foi a gota de água… Passei-me e liguei-lhe de volta. Chamei-o de mal-educado e disse-lhe que a única razão pela qual ele queria que eu fosse lá era para ver a minha mãe. Deitei tudo cá para fora! Na altura pediu-me desculpa mas a paz não durou muito tempo.

No fim-de-semana seguinte pediu-me para escrever uma carta à minha mãe. Ele ditava-me o texto e eu assinava como se fosse minha. O texto? A lengalenga do costume: “que eu queria que eles voltassem para ficar feliz” etc e tal. Eu disse que não. Que aquilo era um problema deles os dois e que não era justo ele envolver-me naquilo daquela maneira. Se a minha mãe não queria voltar ele tinha que aceitar isso. Resultado: não me falou no resto do fim-de-semana. Hoje sei que o meu pai era uma criança enfiada num corpo de adulto.

Hoje não falo com ele, por razões que não vale a pena expor aqui. Mas houve alturas em que estive entre a espada e a parede, sem saber para que lado ir. Houve alturas em que me senti desamparada, que me senti como “arma de arremesso” (não da parte da minha mãe, mas antes do meu pai), um meio para chegar a um fim, neste caso um meio para o meu pai voltar para a minha mãe.

Hoje sou uma mulher saudável. Graças a Deus não tenho traumas e pergunto-me como isso é possível. Não tenho aversão a compromissos nem a casamento. Mas sei que nem toda as pessoas são como eu. Nem todas as crianças tem uma mente forte para aguentar tudo e mais alguma coisa. Para aguentar serem ”bolas de pingue-pongue” atiradas de um lado para o outro e continuarem a manter a sua ingenuidade e sanidade mental.

Os pais deviam deixar de usar os filhos como arma, como um objecto para influenciar ou magoar o outro. Os filhos devem ser neutros e ponto. Devem deixa-lhos amar os pais como querem, sentir o que querem.

quarta-feira, novembro 11, 2009

terça-feira, novembro 10, 2009

Tempo de revelações...





A Daniela é uma blogusta que farta-se de me mimar. Eu cá gosto :-) Obrigado linda!

Regras:

1. Postar o selo e indicar quem o deu (Feitinho!)

2. Completar as frases:

a) Eu já… adormeci numa aula. (De Narrativa do Cinema. Adormeci a ver Odisseia do Espaço e acordei com o Planeta dos Macacos.)

b) Eu nunca… andei de bicicleta. (É triste não é? Eu sei...)

c) Eu sei… dizer "Amo-te" em chinês. (É verdade. Sei mesmo :-p)

d) Eu quero… ir a Itália um dia. (E hei-de ir, nem que seja a pé!)

e) Eu sonho… em ser feliz e ter uma vida estável com o meu P. (E havemos de conseguir...)

3. Passar o desafio a 5 blogues:

Essence of Self;
Um lugar chamado Aqui;
Sakura;
Midnight Club;
...Preto no Branco...

segunda-feira, novembro 09, 2009

Espíritos, bruxas e coisas assim assim…


A minha família é toda aqui da região de Viseu, mais propriamente duma pequena aldeia, na qual eu agora moro, juntamente com a minha mãe e com a minha avó. Por sua vez, a minha tia, tio e respectivos primos moram na capital, Lisboa.

Como todos sabem, nestes meios pequenos, todas as pessoas têm as suas crendices. Acreditam em espíritos, mesinhas, videntes, etc e tal. A minha avó, a minha tia e a minha mãe (que acredita um pouco mas, lá coloca as suas dúvidas) não é excepção.

A minha tia está assim com uns problemas com o meu primo mais velho. Não vale a pena mencioná-los aqui, pois se vos contasse a história toda um dia não chegava. Mas continuando… Para tentar resolver esse problema que acredita ser causado por bruxaria resolveu recorre a uma vidente. A dita vidente disse-lhe para fazer isto e aquilo, para preparar este e aquele chá, para fazer aquele ou aqueloutra oração. Enfim, uma infinidade de coisas. Resultou? Não. Continua tudo na mesma. Menos a carteira da minha tia que está cerca de 1000 euros mais leve.

A tal vidente era daqui da zona e visto a impossibilidade da minha tia lá ir, era a minha mãe que ia às “consultas”. Eu costumava acompanhá-la, mas nunca entrava no “consultório”, excepto da última vez que lá fomos. Aproveitando que já lá estávamos a minha mãe pediu à senhora para me dar uma “consulta”, ou seja, ler as cartas para ver se estava tudo bem comigo visto eu não conseguir arranjar emprego.

A senhora lá baralhou as cartas, eu parti, ela colocou-as na mesa e ficou a olhar para elas.

Vidente: A menina realmente tem alguma coisa. Mau-olhado.
Eu: … (Nada a dizer. Se ela me dissesse que não tinha nada é que eu me espantava)
Vidente: A menina tem namorado, certo?
Eu: Sim, tenho. (Tenho uma aliança no dedo. Será que foi por aí que ela deduziu que eu tinha namorado?)
Vidente: Pois, este mau-olhado está relacionado com o seu namorado. (WTF????) Alguém que é ou foi relacionado com o seu namorado fez-lhe isto. Uma ex-namorada talvez. (Pois, claro. Tinha que ser!)
Mãe: Mas ela vai arranjar emprego.
Vidente: Se até ao Fevereiro ou Março não arranjar deve fazer um “tratamento”.
Mãe: E quanto é?
Vidente: 500 euros. (Dasse…) Mas não se preocupe que tem boas cartas, menina. Tem aqui a árvore da felicidade. Vai casas, construir família e ser muito feliz.

Eu respeito quem acredita nestas coisas de videntes e tal. Eu até posso acreditar que haja pessoas que têm uma sensibilidade diferente, mais apurada, capazes de ver para além deste mundo visível. Mas mal pedem dinheiro para usarem essas faculdades perdem logo toda a credibilidade. É a mesma coisa que Jesus dizer: “Queres andar? Dá-me 30 moedas de prata”.

Mete-me um pouco de confusão as pessoas porem as culpas em qualquer coisa de sobrenatural quando as coisas correm mal. “Ah e tal estou com dores de cabeça. Foi aquela gaja que me fez isto”, “Fui despedido. Foi aquele tipo cheio de inveja que me fez vudu”, “Estás com um mau humor. Deves ter alguma coisa dentro de ti”… Que exagero também! Se dói a cabeça pode ser por ter estado muito tempo à frente do computador. Se foi despedido, é altura de olhar para trás e repensar se fez alguma coisa mal e corrigi-la se possível. Se está de mau humor é porque o dia correu mal. Acontece.

Eu acredito que há forças superiores, sobrenaturais, mas não acho que se deva reger a vida por isso e culpar os espíritos por tudo e por nada, nem recorrer a videntes ou bruxos de cada vez que a vida nos passa uma rasteira.