sexta-feira, junho 18, 2010

Saramago...




Nunca li um livro do senhor. O mais perto que estive das suas obras foi ao ver o filme Blindness (um excelente filme, já agora).

Metia-me uma enorme confusão a maneira como escrevia. Sem capitulares, sem pontos finais. Só vírgulas, vírgulas e mais vírgulas. Mas admirava-lhe a vivacidade, o espírito crítico, a frontalidade característica de quem não tem papas na línguas e de quem aponta o dedo às falhas da condição humana...

Perdeu-se hoje uma grande figura. Até sempre!

8 comentários:

Nina disse...

Se te disser que nunca li nenhum até ao fim, acreditas? Só me lembrava do quão terrível seria ter que dar 12º e ensinar Memorial do Convento.
Concordo ct...apesar de não apreciar as suas obras, era um homem com H.
bji

Aninhas disse...

Nina...

Acredito porque eu também nunca li nenhum. :)

Não é que não gostasse nem tivesse curiosidade em ler os seus livros. É só que a maneira de escrever, a falta de pontuação, fazia-me imensa confusão.

Bjx

Sonhadora disse...

Também nunca li nenhum... :S Até é uma vergonha mas também não gosto da forma como ele escrevia!!!!

;)

P.S. Obrigada pelo carinho que me dás diariamente no meu cantinho. Esta fase há-de passar!!!

Aninhas disse...

Sonhadora...

Não tens nada que agradecer... :) Sempre que puder dar uma palavra amiga dou. Afinal de contas não custa nada... E uma palavra por mais simples que seja, às vezes faz uma diferança enorme no nosso estado de espírito.

Bjx

Hermione disse...

para mim, o melhor escritor português.

Saint and Sinner disse...

Achei o filme um bocado pesado, e não consegui ler o Memorial do Convento todo (devido à escrita manhosa que ele usava). Mas tenho que dizer, se ele recebeu o prémio nobel por alguma razão foi, e é uma grande perda para o país perder um homem como ele.

Aninhas disse...

Hermione...

Não me posso pronunciar em relação a esse aspecto.

Bjx

****

Saint and Sinner...

O Blindness é um filme muito pesado sim. Forte diria eu! Mas um filme de onde se tira muitas lições...

Bjx

Dylan disse...

José Saramago não era menos português por não pôr a bandeira à janela na véspera de um evento desportivo. Acima de tudo, a sua essência era ibérica. Convém dizer que só saiu de Portugal devido à ostracização de Sousa Lara, comprovada agora com o episódio político revisionista da não presença de Cavaco Silva no seu funeral. "Viagem a Portugal" é reflexo de amor e do encantamento que sentia pelo país, pela sua beleza e cultura, pela classe trabalhadora, espelhada na sua identidade, mesmo que isso significasse ir contra a ideologia do seu partido, contra a maioria religiosa, contra o politicamente correcto. Para o seu espírito inconformado, a morte é pouco relevante. Como diria Saramago, "o fim duma viagem é apenas o começo de outra".