quinta-feira, abril 30, 2009

Ruínas Arruinadas!


Se há algo que me transtorna profundamente é o facto de as pessoas não saberem preservar o património cultural que as rodeia. Por todo o território português vemos edíficios históricos totalmente degradados e ao abandono.

Em Viseu, mais concretamente nas Termas de S. Pedro do Sul, onde se encontra a maior estância termal da Península Ibérica (segundo dizem), existe um caso de "Ruínas Arruinadas" que me deixa imensamente triste. As Termas de S. Pedro do Sul é uma zona essencialmente turística, pelo que é inadmissível que um balneário romano (Balneum Romano) construído nos primeiros anos do século I da era cristã esteja em tamanho estado de degradação como está. Não se enganem ao verem a imagem que apresento ao lado deste texto... Estarão a pensar que não está assim tão mal certo? Concordaria, se esta imagem representa-se a realidade...

Este é o balneário romano, mas há cerca de 14 anos atrás. Actualmente encontra-se tudo desmoronado (ou quase tudo), totalmente degradado, com pedras amontoadas em todos os lados... Uma imagem deplorável daquele sítio histórico onde D. Afonso Henriques vai recuperar, em 1169, após fractura da perna sofrida na batalha de Badajoz.

Este património encontra-se mesmo no centro das Termas, mesmo ao lado do novo e moderno balneário termal D. Afonso Henriques (irónico não?). Quem quiser que passe por lá para ver!!!

Não sei a quem cabe a função de restaurar aquele local, mas seja de quem for já colocava mãos à obra...

2 comentários:

Saga disse...

Eu posso falar, com algum conhecimento de causa, que aquele local está mesmo tão mau como aqui se afirma. Por isso, responsáveis pela Cultura de Portugal, ponham os olhos onde devem e não deixem perder no tempo aquilo que nos distingue dos outros povos, aquilo que vocês administram - a Cultura.

formiga disse...

Quando as autarquias muitas vezes não querem investir no patrimonio cultural, nõa ha muito a fazer. Não sou ersponsavel da cultura, mas hei-de ser arqueologa, e custa-me horrores ver patrimonio ser tratado assim, mas se não houver ajudas (principalmente monetarias) não há muito que se possa fazer, a não ser ter bom senso e não estragar mais do que já está.