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sexta-feira, junho 05, 2009

Homossexualidade. Não é doença, mas pode curar-se! (Não percebi…)



Olha que ele há coisas que, por mais que me esforce, não consigo entender. Ontem deparei-me com uma notícia com este título: “Homossexualidade. Não é doença, mas pode curar-se!”. Só com isto fiquei logo confusa… Então, se não é doença, não tem necessidade de cura mas, se é preciso cura, já é uma doença. Pelo menos é que o senso comum me diz mas enfim…

Não vou colocar aqui toda a extensão da notícia, pois é muito grande. Vou antes colocar algumas passagens que achei interessantes. (Ou idiotas!)

«O debate faz lembrar um célebre sketch humorístico sobre o aborto. A homossexualidade não é doença. Mas pode ser tratada. Cientificamente, desde 1973 que não é considerada doença. Mas um indivíduo que sofra com a sua orientação sexual pode pedir ao médico que estabeleça "um plano terapêutico" para a alterar. (…) Como o assunto é sério e originou uma petição assinada até agora por 871 técnicos de saúde mental, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) decidiu enviar aos signatários uma carta para esclarecer a sua posição. Que, salienta, "só o preconceito ou a má-fé poderiam interpretar como homofóbica". (…) A orientação sexual não prefigura "qualquer forma de doença". Mas "qualquer ser humano é livre de aceitar ou negar a sua orientação sexual e buscar ajuda médica quando dessa atitude lhe resulta sofrimento". Cabe ao médico "diagnosticar a situação" e "estabelecer um plano terapêutico" que, "respeitando o consentimento informado" do doente, pode ajudar a aceitar a sua orientação ou a "definir a orientação que pretende".» (ver texto completo aqui)

Falando seriamente agora… A homossexualidade não é nenhuma doença, logo carece de qualquer tipo de tratamento. Quem pensa o contrário é que precisa, urgentemente, de um. A homossexualidade já existe desde os primórdios da civilização e não consigo entender porque é que a sociedade não consegue viver com isso.

Compreendo que as pessoas não estejam habituadas a ver 2 homens ou 2 mulheres juntas, mas não é necessário tratarem-nos como degenerados, doentes mentais ou o que quer que seja. São pessoas tal como os heterossexuais.

Em relação ao “sofrimento” que acarreta ser homossexual (como refere a notícia) … Claro que há sofrimento. Eles são descriminados sem cessar por terem uma orientação sexual diferente da dita normal. Ora são apontados e gozados no trabalho ou na rua, ora renegados pela família e pela sociedade. Se para onde quer que eu fosse, sentisse os olhos em cima de mim, sussurros acusatórios e discriminatórios, insultos ordinários e tudo o mais, somente por gostar de outra mulher, também sofria. Agora, será que um tratamento resolvia isso? Duvido… Até porque, homossexualidade NÃO É DOENÇA!!!

O que é realmente necessário é que a mente da sociedade evolua. E tenho dito.