sábado, setembro 05, 2009

Incomoda-me…


As pessoas que sobem na vida à custa dos outros. Pessoas que usam outras para terem boas notas, para fazerem os seus trabalhos, porque, simplesmente a elas não lhes apetece.

E eu, sempre fui muito parvinha em relação a estas coisas. A minha incapacidade de dizer um simples “não” já meu dores de cabeça muitas vezes ao longo da minha vida de estudante.

Na primária fazíamos composições sobre temas à nossa escolha e quem terminasse primeiro tinha “pontos” extra. Eu, feita burra, espera sempre pela minha “melhor amiga” e até lhe dava ideias para as composições dela. Uma vez, numa aula, ela foi falar com a professora por causa de uma composição e eu tive, de repente, uma ideia que ela podia explorar no texto dela. Cai, tropecei numa mochila ao ir atrás dela. Ela gozou comigo.

Na secundária, pessoas que raramente falavam comigo, nas alturas mais críticas vinham pedir-me ajuda, explicações, principalmente a Inglês. Não sou nenhum génio, mas sempre me esforcei por tirar boas notas.

Na faculdade, a história repetiu-se. Emprestava os meus apontamentos, os resumos que fazia para estudar para os exames, e quando dava conta, já mais de meia dúzia da turma os tinha. Passava noites a fazer trabalhos para as aulas e quando chegava à faculdade uma “amiga” minha pedia-mos e eu (burra!) emprestava. Ela só mudava umas palavras e ia imprimir. Trabalho feito. Mesma nota para as duas.

Trabalhos de grupo, era sempre eu que os começava e acabava. Horas a fio a corrigir a parte dela, a tentar fazer com que aquilo fizesse sentido. Sim, porque eu gosto de um trabalho que tenha cabeça, tronco e membros, que tenha uma sequência lógica. E por isso, gosto de os fazer com tempo, não na última da hora em cima do joelho. Quantas vezes não ouvi “tem calma, ainda temos tempo para começar esse trabalho”. Quando dava por mim era quase fim do semestre e ela nem um pouco preocupada. Claro, estava mal habituada. Sabia que eu já o tinha adiantado.

As apresentações em powerpoint. Era sempre eu que as fazia. Sempre! Uma vez ela só a viu no próprio dia da apresentação.

Depois, com o curso terminado, a tal “amizade eterna” tanto apregoada, terminou. Cada uma para seu lado.

13 comentários:

Nês disse...

Também se passou o mesmo comigo durante o segundo e o terceiro ciclo, agora já ando um bocado desleixada, mas as vezes ainda me acontece fazar resumos que depois toda a gente tem :S

Nadyta disse...

Ai como eu te compreendo :/ Também sou uma mole nesse aspecto... enfim...

Beijinhos

Pikiiii disse...

Há sempre pessoas assim. Eu também tenho a minha cota parte!

Black Horse disse...

Aconteceu-me tanto isso... mas, minha cara, com amigos como esses, ninguém precisa de inimigos..
Há uma altura na vida em que abrimos a pestana...

*

Lia disse...

eu tb nunca fui mto boa a dizer que não...até empresava apontamentos a quem não mos emprestava a mim!!!

Aninhas disse...

Nês...

Os resumos propagam-se assim e nós sem saber como...

Bjx

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Nadyta...

Eu sei o que isso é... Mas algumas vezes deviamos mesmo dizer que não...

Bjx

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Pikiii...

Haverá alguém que não teve?

Bjx

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Black Horse...

Pois há. Eu demorei 3 anos a abrir, mas abrir. Não demorei tanto tempo por burrice, mas antes porque não me queria chatear... Mas depois vem aquela gota de àgua que transborda o copo e pummm...

Bjx

****

Lia...

Pois... eu entendo... Temos que aprender a dizer não de vez em quando...

Bjx

LP disse...

De tudo isto, gostei do final! É sempre mau quebrar relações, mas há pessoas que simplesmente não merecem nenhum tipo de consideração!

Beijinhos

Aninhas disse...

LP...

Pessoas que agem só por interesse não merecem a consideração de ninguém...

Bjx

Rosie Dunne disse...

eu tambem sou muito assim. mas olha, ao menos não sofro de problemas de consciência. (não sei se os outros o fazem, mas espero que sim xD)

Martinha disse...

A vida é mesmo assim, andamos sempre rodeados de pessoas interesseiras, não vale a pena fantasiar! Temos de aprender a lidar com elas... Não esquecendo claro está, que também ainda existem amigos verdadeiros =)

Daniela disse...

Como eu te percebo. Acho que tu eras uma pessoa ideal para trabalhar em grupo comigo. Porque eu também sou assim organizada. Gosto de começar os trabalhos com tempo e não na semana anterior; gosto de trabalhos bem escritos, sem erros; gosto de saber do que fala o trabalho e estar preparada e à-vontade para a apresentação.

Também me tem acontecido muito isso. Se emprestamos os apontamentos, somos os melhores (mas passando o teste ou o exame já não acham isso); se não emprestamos somos uns egoístas.

Uma vez, no meu ex-curso, tínhamos a uma disciplina um trabalho individual. Eu comecei o meu com um mês de antecedência e na data de entrega já estava mais que pronto. Uma colega minha (com quem eu andava diariamente) chegou ao dia e não tinha nada feito. Eu estive toda a manhã a dizer-lhe como se fazia e até a fazer-lhe algumas partes. Nessa tarde fomos apresentar. E não é que depois ela tirou melhor nota que eu??

No meu actual curso tenho uma amiga que, em certas disciplinas em que temos de estudar por apontamentos em inglês, recusa-se a ler e não estuda e chega à frequência e quer copiar tudo. E o pior é que nem me deixa concentrar-me no meu exame.
Felizmente, ela tem tido o que merece e tem tirado notas muito mais baixas que as minhas.

É muito injusto. Já me disseram para eu deixar copiar e emprestar os resumos porque essas pessoas mais tarde na vida não irão longe e assim eu não fico mal vista por não querer ajudar. Mas isso faz-me tanta confusão. Eu gosto de ter as notas porque as mereço. E deixar passar outros à minha frente porque copiaram... Isso fica-me mesmo entalado.

Por vezes fico a pensar que se calhar é melhor eu fazer o mesmo: passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que quero. Às vezes acho que não vale mesmo a pena ser boa pessoa.

Claro que há aquelas pessoas a quem empresto os apontamentos de bom grado, normalmente estudamos juntas e ajudamo-nos mutuamente, porque nenhuma se está a aproveitar da outra. Assim gosto de partilhar.

(grande comentário)

bjinho

S* disse...

Ai que deja vu. Eras a parva que emprestava tudo e no fim nao era valorizada? Também eu. :S

Aninhas disse...

Rosie Dunne...

É, não sofremos de problemas de consciência, mas ficamos com um nó na garganta quendo vemos outros a tirarem as mesmas notas que nós às nossas custas...

Bjx

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Martinha...

E ainda bem que existem amigos verdadeiros, senão com quem iamos desabafar estas coisas? :-)

Bjx

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Daniela...

Isso de uma amiga querer copiar durante um teste também já me aconteceu na faculdade... Estávamos a ter frequência a Estatistica (matemática portanto, mas da fácil)... Eu estava a fazer a minha e tal amiga de que falo no post não parava de me chatear para eu lhe dissesse como se faziam os exercicios ou que resultado me tinha dado... (como estávamos separadas por uma mesa não dava para ela copiar)O teste era fácil mas enorme... Tinha que estar concentrada e não conseguia! Tive mesmo que lhe dizer que não a podia ajudar pois tinha que me concentrar no meu teste...

Eu não me importo de ajudar os outros, muito pelo contrário. Quando alguém tem dificuldades sou a 1ª a perguntar se não precisa de ajuda. Mas ajudar aqueles que não estudam ou não fazem as coisas porque tem preguiça para isso é que não.

E era isso que acontecia com a tal amiga. Ela passava o fim-de-semana a namorar (compreensível até certo ponto, pois só via o namorado nessa altura) e eu, eu também gostava de passar o fim-de-semana no bem bom a fazer nenhum, passava-o muitas vezes à frente do portátil.

Escusado será dizer que ela queria sempre ficar no meu grupo de trabalho. Eu não conseguia dizer que não. Até ao 4º ano de faculdade, que foi quando comecei a abrir os olhos. Uma altura, a uma cadeira, o professor disse que podiamos escolher se faziamos o trabalho em grupo ou sozinhos... A escolha era nossa! É que nem pensei duas vezes... Quando ela me perguntou se faziamos juntas eu disse "Olha, desculpa mas este trabalho eu prefiro fazer sozinha!"...

Bjx

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S*...

Vamos fundar um clube? É que parece que há mais pessoal assim...

Bjx