Mostrar mensagens com a etiqueta filme. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filme. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 04, 2009

P.S. I Love You... Sometimes there's only one thing left do say

Ontem vi este filme à noite antes de ir dormir. Acho que não o devia ter feito porque nem conseguir dormir bem consegui... É um filme lindo e surpreendentemente triste e alegre ao mesmo tempo.

Antes de o ver pesquisei na internet algumas critícas sobre o mesmo e confesso que vi algumas que me deixaram apreensiva em relação ao filme. Diziam que era "lamechas" de mais, que não valia a pena vê-lo ou mesmo que Hilary Swank, apesar de já ter arrecadado 2 oscares, tinha muito que aprender no que concerne a comédias românticas.

Pois bem, depois de ter visto o filme, fiquei a pensar quem tem que aprender o quê. Acho que quem fez aquelas críticas não percebeu o filme, nem a mensagem de amor e esperança que ele transmite.

Este filme tem partes/cenas que nos fazem rir é verdade, mas não podemos considerá-lo como uma comédia romântica na sua plenitude. Na realidade é mais um drama/romance.

Holly Kennedy (interpretada por Hilary Swank) é bonita, inteligente e casada com o amor da sua vida – Gerry (Gerard Butler)– um apaixonado, divertido e impetuoso irlandês. São felizes, até que uma tragédia lhes bate à porta. Gerry morre e a vida de Holly parece, também, ter terminado. Ninguém a conhece como Gerry. Holly fecha-se em casa, afastando-se de tudo e de todos, agarrando-se com todas as forças à lembrança do seu amor, Gerry.

No entanto, no seu 30º aniversário, Holly recebe um bolo e uma cassete gravada por Gerry que a incita a sair e celebrar a vida. Nas semanas e meses seguintes Holly recebe novas cartas, entregues de formas surpreendentes, que terminam todas com P.S. I Love You.

Cada carta é um passo em frente no processo de recuperação de Holly, que lentamente volta a acreditar na felicidade. Com as palavras de Gerry como seu guia, Holly embarca numa tocante, excitante e por vezes hilariante viagem de redescoberta numa história sobre casamento, amizade e como a força do amor consegue transformar a morte num novo começo de vida.

Nunca antes tinha visto um filme que me fizesse chorar e rir ao mesmo tempo. É triste a história de Holly. É triste apercebermo-nos que num instante podemos ter tudo e no instante seguinte, tudo nos ser tirado por um terrível acaso do destino? Que fazer então? Como seguir em frente quanto aquilo que tinhamos de mais precioso nos é "roubado"? Como recomeçar a vida quando o amor da nossa vida já não está do nosso lado? Alguma vez seremos felizes de novo? Estas são as perguntas que surgem ao longo de todo o filme e na cabeça de Holly...

Aconselho vivamente a verem este filme... A nossa vida é recheada de capítulos e lembrem-se que, quando um acaba, logo outro começa...

Agora aqui fica a última carta que Gerry escreveu a Holly. A mais linda de todas...

"Dear Holly,

I don't have much time. I don't mean literally, I mean you're out buying ice cream and you'll be home soon... But I have a feeling this is the last letter. Because there's only one thing left to tell you. It isn't to go down memory lane or make you buy a lamp. You can care of yourself without any help from me. It's to tell you how much you move me. How much you changed me. You made me a man by loving me Holly... and for that I am eternally grateful. Literally.

If you can promise me anything, promise me that whenever you're sad, or unsure, or you lose complete faith, that you'll try to see yourself through my eyes.

Thank you for the honor of being my wife.
I'm a man with no regrets. How lucky I am?
You made my life Holly, but I'm just one chapter in yours. There'll be more. I promise. So here it comes, the big one... Don't be afraid of falling in love again. Watch out for that signal when life as you know it ends.

P.S. I will always love you"

sábado, maio 02, 2009

Doubt...


Recentemente vi este filme. É um filme diferente daquele a que estamos habituados a ver. Um filme profundo sobre a fé e a perda da mesma, sobre convicções e dúvidas, sobre o pecado e virtude, sobre inocência e maldade.

Uma história com acções bem conduzidas onde estes temas são abordados de uma forma precisa e ilucidativa.

Quatro dos actores deste filme foram nomeados para um Oscar… pena nenhum deles ter conseguido arrecadá-lo. Entre as mais vastas interpretações destaca-se Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman que mais uma vez demonstraram o porquê de serem dos mais conceituados actores em actividade.

História: Um ano depois do assassinato de John F. Kennedy uma comunidade católica do Bronx, em Nova Iorque, une-se ao redor da Igreja de Sant Nicholas. A congregação vive uma época de conflito entre a visão moderna de um padre e a conduta tradicionalista da freira que dirige a escola de Sant Nicholas. Um líder inespirado, padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman) é visto com desconfiança pela freira Aloysius Beauvier (Meryl Streep), especialmente depois de um sermão pregado pelo mesmo cuja Dúvida era o tema principal. Semeando perguntas e suspeitas entre as freiras da congregação, ela pede a Irmã James (Amy Adams) para que esta vigie as acções do padre. Depois de a Irmã James ter visto algo que considerou suspeito, a Irmã Aloysius empreende uma cruzada contra o padre Flynn, tentando por todos os meios provar que este teria uma relação "anormal" com um aluno negro da escola.

Critícas: Só pelo resumo do filme já se pode ver quais os temas abordados. Para começar a questão da dúvida para pessoas religiosas como é o caso de um padre. Todas as pessoas sabem que a dúvida é o oposto da fé e que, pelo menos em teoria, pessoas religiosas vivem a fé plena.

O problema é quando um religioso tem dúvidas e não encontra respostas para as suas perguntas. O que fazer então? No filme temos de um lado a freira Aloysius, uma mulher dura, convicta, firme nas suas crenças, fé e propósitos. Do outro lado, temos ao padre Flynn, um “modernista” dentro da Igreja, que não leva a ferro e fogo os dogmas católicos, acreditando que a Igreja se deve renovar de forma a tornar-se mais receptiva aos outros. Tradição versus modernidade!

Mas mais do que isso, Doubt mostra que as linhas que separam estas duas personagens não são tão evidentes assim pois, chega uma altura em que percebemos que a irmã Aloysius e o padre Flynn são mais parecidos do que ambos gostariam de admitir, seja pelas dúvidas que os atormentam, pelas convicções que abraçam ou pela culpa que carregam devido a erros do passado (ou talvez presente).

Mas há mais. Existe uma disputa óbvia entre as duas correntes dentro da igreja. Mas, existe também uma disputa interna, pessoal e instransmissível. Grande parte das personagens do filme encontram-se num momento de crise, de dúvida, de estabelecimento de convicções. Assim como existe o conflito entre inocência e a experiência ou malícia. Uma autêntico abismo separa a irmã Aloysis e a irmã James. Talvez um abismo que advenha da experiência de uma e inexperiência de outra, respectivamente, ou, talvez, de algo maior do que isso, sentimentos caracteristicos e instrínsecos ao ser humano.

Além de todos estes temas, o filme toca noutro muito delicado: o abuso de crianças por parte dos padres. Temos assistidos a inúmeros escândalos neste sentido. Uma cruz que a Igreja tem que carregar.

No final, não fica comprovada a culpa do padre. Fica a dúvida! Ainda que eu ache que cada pessoa pode tirar a sua própria conclusão e fazer o seu próprio final. Alguns terão certeza que o padre abusava sexualmente do aluno negro, outros acharão que ele saiu da paróquia para não criar mais problemas ao rapaz que, supostamente, era abusado, pois este já era perseguido devido à cor de pele e pela sua maneira particular de ser (a mãe deu a entender que ele era homossexual). A dúvida realmente permanece no final do filme.

Eu, pessoalmente, acho que o padre Flynn estava inocente de tal acusação. Não porque seja intrinsecamente boa e acredite que todos temos um coração puro. (Pois já tive a minha quarta parte de momentos menos positivos, com pessoas de "coração obscuro") Mas antes porque alguns indícios que surgiram no filme me apontaram para tal...

Quem viu o filme talvez se lembre destas pequenas pistas... Quem não viu, aconselho vivamente a ver. A primeira pista vem do 1º confronto real entre a irmã James e a irmã Aloysis que teve lugar no escritório da mesma. Um confronto que adveio da certeza (mesmo sem provas) de que o padre Flynn mantinha uma relação pecaminosa (digamos assim) com o tal aluno. A irmã James, que acredita na inocência do padre Flynn, suspeita que a reitora da escola empreende esta cruzada contra o padre unicamente por não gostar dele, da sua maneira de ser e ver as coisas. Fica tão revoltada, insurgindo-se de tal modo que grita com a directora da escola, sendo nesta altura que se estoira a lâmpada do tecto do escritório.

Pois bem, no final, aquando o confronto entre a irmã Aloysis e o padre Flynn o mesmo acontece na altura em que o padre, revoltado por estar a ser acusado sem provas, lhe pergunta o porquê de tudo aquilo. Será um sinal? A lâmpada estoirou com a irmã James e com o padre Flynn... Coincidência ou uma pista?

Sabemos que a irmã James é instrinsecamente boa, capaz de amar sem restrições, capaz de perdoar, capaz de ver o melhor em cada ser humano e incapaz de praticar o mal, não tendo qualquer tipo de malícia em seu coração. Não será o padre Flynn assim também?

Segunda pista... durante esta mesma discussão e após toda as frases da irmã James ouvia-se um forte trovão. Segundo a crença popular quando troveja é porque Deus está zangado connosco. Seria aquilo uma forma de mostrar que a directora estava enganada?

Bem, esta é a minha opinião, ou melhor, a minha visão e percepção do filme. Pode estar certa ou pode estar errada, nunca saberei. Continuarei na Dúvida...

Vendo bem… quem não tem as suas dúvidas?

sexta-feira, maio 01, 2009

Blindness


Este foi, se não me falha a memória, um dos últimos filmes que fui ver ao cinema. E marcou-me de tal forma que ainda hoje, quando penso nele, fico um pouco angustiada.
Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, em inglês) é um filme de 2008 dirigido por Fernando Meirelles e baseado no livro homónimo do vencedor do Prémio Nobel, José Saramago.
O filme começa com uma praga de "cegueira branca" que se estende ao longo de uma cidade, a um ritmo bastante rápido. Diferente da comum cegueira, na qual a pessoa cega não vê nada a não ser um quadro preto, este novo tipo de cegueira faz as pessoas infectadas verem branco. Temendo que esta estranho praga seja altamente contagiosa, o governo entra em pânico e começa a enviar as pessoas infectadas para uma local remoto (um velho e abandonado hospital de doentes mentais) de forma ficarem de quarentena. É, de facto, impressionante a forma como vemos a cegueira propagar-se aleatorimamente de um único indíviduo, para outro que o ajuda, mas que de seguida lhe rouba o carro (aproveitando-se do facto de o primeiro de encontar cego), para um oftalmologista (Ruffalo), e depois para todos os seus pacientes. A única pessoa que parece imune a este foco é a esposa do médico (Moore), que o acompanha para as instalações de quarentena.
O antigo hospício acaba por se tornar um pequeno e esquálido inferno há medida que mais e mais pessoas são trazida. É o começar de variados problemas! O local não tem de água, nem formas de comunicação com o exterior, nem mesmo material médico de emergência. Os soldados, que se encontram de guarda no exterior, estão fortemente armados e têm ordens para não deixar ninguêm sair do perímetro, nem que para tal tenham que recorrer à violência. Em breve todos os três dormitórios atingem a sua plena capacidade e vemos um cenário deplorável..urina e fezes cobrir o chão dos corredores.
A comida é trazida em caixas diariamente e deixada aos doentes para que eles próprios decidam o seu racionamento. Depressa, cada camarata escolhe o seu líder, para que este seja a voz dos restantes e resolva os problemas de maneira diplomática.
No entanto, na camarata número 3 uma revolta está prestes a acontecer. Encabeçada por um antigo empregado de mesa, que agora se auto-proclama Rei da Camarata (Bernal, num fantástico papel de mau da fita), e o seu contabilista (Chaykin), que consegue ler Braille, pois foi cego toda a vida, a revolta começa.
Armados, eles não têm medo de usar da violência para atingirem os seus objectivos, e tomam o controlo completo, especialmente da comida.
Se de ínicio, eles exigem artigos de valor (como jóias e relógios) em troca de comida, mal estes acabam, passam a exigir mulheres. Sexo em troca de comida pura e simplesmente! Isto leva a uma sequência do filme intensamente cruel, onde todas as mulheres são sexualmente agredidas e molestadas pelos homens da camarata 3. Uma das quais morre de maneira brutal.
Até que chega a altura em que algo deve ser feito para parar esta barbárie. A única maneira é utilizarem o seu único trunfo: a mulher do médico (Moore), a única que consegue ver. Ela mata o Rei (Bernal) e uma guerra instala-se. Um incêndio é ateado e todos os ocupantes da camarata 3 morrem. O médico (Ruffalo) e um punhado de sobreviventes, liderados e guiados pela esposa (Moore), são levados para fora do hospício, apenas para descobrir um cenário completamente surreal - todos na cidade se encontram totalmente cegos.
Ela leva-os para a sua casa, de forma a poderem começar a planear uma nova vida.
O filme termina com o primeiro homem que foi atingida pela "cegueira branca" a recuperar a sua visão e, em seguida, uma grande foto do céu da cidade, o que implica que tudo volta ao normal. Ou será que não?
O filme tem uma mensagem subliminar de extrema importância... A cegueira não é só fisíca, pode também ser psicológica.
Graças à cegueira física que atingiu todas as pessoas da cidade (menos Moore), foi possível cada um mostrar aquilo que realmente eram, os seus medos, fraquezas, angústias, receios. Puderam unir-se e ajudar-se mutuamente para escaparem daquele horror. Formaram-se laços de amizade e talvez amor. Mas e depois?
Será que agora que a "cegueira branca" desapareceu ia continuar tudo assim ou tudo ia ser como dantes? Em que era cada um por si! A cegueira tornar-se-ia psicológica?
Iria Moore ficar "cega" agora?
Aconselho vivamente a verem este filme... Mas cuidado! Não é um filme para qualquer um...