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quinta-feira, setembro 03, 2009

AAA-LELUIA, ALELUIA, ALLELE-LUI-AAAAAA…


Manuela Moura Guedes já não apresenta telejornal na TVi…

O Martinho Pinto é que deve estar contente… e a deitar foguetes… e a beber champanhe para festejar…

quinta-feira, agosto 27, 2009

Cada vez gosto mais da SIC… (NOT!!!!)


Eu, geralmente, tenho a TV ligada durante grande parte do dia… Nem é tanto para ver os programas que lá passam, mas mais para não me sentir sozinha em casa (não gosto de ter a casa silenciosa durante o dia).

Na maioria das vezes, tenho a televisão sintonizada na SIC, como era o caso de ontem, pelo que, muitas vezes, ouço as parvoíces que passam no programa SIC AO VIVO. Não sei o que se passa com a SIC para colocar à frente das câmaras pessoas que não têm jeitinho nenhum para a apresentação.

A tripla de ontem era: Vanessa Oliveira, Raquel Strada e Nuno Eiró. Sei que há pessoas que gostam, mas eu não suporto esta tripla de apresentadores. O Nuno Eiró faz aquele programa cair num tom um pouco brejeiro, através das suas piadinhas e piropos dirigidos à Vanessa Oliveira, assim como quem diz: “estou mortinho de vontade de te saltar para a cueca e apalpar-te o silicone, mas aqui em directo não posso”. Mas, enfim, continuando…

Ontem tinha a TV sintonizada na SIC e ouvi a Raquel Strada soltar uma pérola digna de nota. Estava a ser entrevistado um senhor, já de idade, cujo hobbie é andar de bicicleta e, no meio da entrevista, a Raquel Strada diz que não sabe andar de bicicleta, ao que a outra apresentadora pergunta:

Vanessa Oliveira: Como é possível não saberes andar de bicicleta Raquel?

Raquel Strada: Oh pá, eu nasci na cidade…

Eu sei que saí de Lisboa já há uns aninhos (18 anos para ser mais exacta), mas lembro-me que já na altura existiam bicicletas e triciclos também… Será que se extinguiram entretanto? É pá…isto é caso para o David Attenborough.

Além disto, também tive o privilégio de ouvir o novo HIT da música portuguesa, “Eu levo no pacote”, da Rosinha. (Deixou de cantar “eu sou a Rosinha, a tua amiguinha, vamos dar as mãos e cantar uma canção”, para agora "levar no pacote"… Modernices!!!)

E como eu não sou uma pessoa egoísta, partilho com vocês este novo HIT :-)

terça-feira, julho 14, 2009

Um estranho alinhamento de notícias


A televisão portuguesa está com um grave problema de saúde. Isso é um facto consumado. Desde desenhos animados que promovem a violência, a programas que não interessam nem ao Menino Jesus, passando por séries onde a má educação é a palavra de ordem e por intervalos que duram 20 minutos, dando cabo da paciência de qualquer telespectador.





Mas este problema de saúde alastrou-se aos noticiários da nossa televisão. O alinhamento das notícias parece-me cada vez mais estranho. A importância que se dá ao futebol é cada vez mais exagerada. Sempre que algo acontece com os três grandes (Benfica, Porto e Sporting), estes tornam-se protagonistas da notícia de abertura do telejornal. Seja porque ganharam um jogo ou contrataram/venderam determinado jogador. Mas será que não há notícias mais importantes que o futebol? Não digo que não se fale dele, mas como tema de abertura de um telejornal acho um profundo disparate, uma tremenda má escolha de alinhamento de notícias.

E tudo isto foi agravado pela transferência multi-milionária, de um certo jogador, que custou 93 milhões de euros. Durante 2 semanas não se ouviu falar de outra coisa. Este jogador (não digo o nome dele, pois já cansa ouvi-lo) foi notícia de abertura em todos os telejornais, fosse porque em Los Angeles gastou 20 mil euros em champanhe numa só noite, fosse porque estava em Portugal de férias, fosse porque já estava a caminho para Madrid. Chegaram mesmo a fazer um directo, uma emissão especial, da sua apresentação no novo clube. Sou só eu que acho isto um exagero desmedido? Como disse alguém aqui num comentário a um outro post que escrevi: “Até parece que ele é algum oncologista e descobriu a cura para o cancro”. Antes fosse, pois, assim, teria feito algo de realmente importante, salvando a vida de milhares, senão milhões de pessoas em todo o mundo.

Ainda hoje não se parou de ouvir falar dele. A SIC especialmente, continua a falar dele todos os dias sem excepção. Seja porque é o seu primeiro treino, porque as camisolas com o seu número e nome estão esgotadas, porque o treinador falou dele pela primeira vez. É doentio! Ele não é o único português que engrandece o nome de Portugal. E os milhares de cientistas que trabalham lá fora e que fazem descobertas espantosas? Falando em desporto… E os outros desportistas que ganham e medalhas e que só têm direito a uns míseros 3 minutos de antena. O futebol não é o único desporto. Há o volei, o hóquei, o basquete, o rugby, o atletismo, a natação, o judo, entre muitos outros.

Pelas minhas pesquisas não sou a única que pensa assim. Como devem saber, a RTP tem um provedor dos telespectadores, Paquete de Oliveira, para o qual podemos escrever dando a nossa opinião ou fazer uma crítica. Pois bem, de acordo com um relatório anual do provedor, citado pela agência Lusa, «entre as mais de 5.000 mensagens respondidas» pelo provedor ao longo do último ano, «7% referem-se ao alinhamento das notícias». «Os telespectadores referem, sobretudo, a falta de uma ordem lógica gradativa na importância ou relevância social na ordenação das notícias». Entre as queixas mais ouvidas neste âmbito, os telespectadores «entendem que o desporto ou as notícias de futebol nunca deveriam ser tema de abertura», defendendo ainda que «o futebol goza de demasiado tempo nos telejornais». Isto na RTP, mas nos restantes canais é exactamente a mesma coisa.

E vocês o que acham?

sábado, maio 09, 2009

Publicidade exagerada...


Hoje é este o meu tema: Publicidade exagerada na televisão.

Todos os dias somos bombardeados com anúncios publicitários quase ininterruptamente. De manhã à noite vemos, vezes sem conta, os mesmos anúncios: champôs, cremes, café, medicamentos… champôs, cremes, café, medicamentos. Um círculo que dá cabo da paciência a muitas pessoas. (a mim pelo menos dá)


Quem é que estando entretido a ver um filme ou um documentário já não foi interrompido por uma infindável sucessão de anúncios? Lá vamos nós mudar de canal, ver se o tempo passa mais depressa e recomeça o programa que estávamos a ver, e o outro canal também se encontra a passar publicidade. Quem já não desistiu de um filme ou algo que queria muito ver, apenas porque não tinha paciência para esperar que o intervalo (agora quase de 30 minutos) terminasse? Eu já, muitas vezes.


Segundo a Marktest, em Dezembro de 2006, foram 60508 as peças publicitárias passadas nos ecrãs da RTP1, RTP2, SIC e TVI, considerando todos os tipos de publicidade à excepção das auto-promoções dos canais. Este montante equivale a uma média diária de 488 inserções de publicidade por canal.


No que concerne à duração dos spots publicitários, durante o ano de 2006, esta foi em média de 28 segundos. Por canais, verificou-se que, em 2006, a duração média dos spots subiu em todos os canais, à excepção da TVI, cujo valor se manteve inalterado face ao mesmo período de 2005. Na SIC foi onde se observou maior aumento na duração média destes spots, passando de 23 para 28 segundos.


Em suma, em 2006, RTP1, RTP2, SIC e TVI emitiram cerca de 5300 horas de publicidade, de acordo com os dados da MediaMonitor. 5300 horas! Não será um pouco de mais?


Sinceramente, apesar de ser formada na área de marketing, não consigo perceber qual a estratégia que recentemente tem vindo a ser seguida pela maioria das televisões portuguesas. Tantos anúncios seguidos só fazem com que os espectadores se chateiem e mudem de canal ou, simplesmente, desliguei a televisão. Sei que a publicidade tem o objectivo de nos informar sobre os produtos ou serviços que há no mercado, mas pergunto: acreditam sinceramente que é possível apreender alguma coisa quando, num único intervalo, vemos mais de 20 spots seguidos? Não, não conseguimos. Ao fim do 3 ou 4 anúncio o nosso cérebro desliga. É informação demais para processar de uma só vez. Em vez de nos levar a comprar, este exagero, tem exactamente o efeito contrário. Vou dar-vos um exemplo. Actualmente tem passado muito o anúncio da Compal (aquele em que a rapariga deixa cair a toalha). A música até pode ser animada, mas, honestamente, o anúncio já chateia. Em 20 minutos é capaz de passar umas 5 vezes.


Isto aliado ao facto de o som, durante os intervalos aumentar substancialmente, só dá vontade de partir a televisão.
Só espero que os publicitários e responsáveis de marketing das empresas se apercebam dos erros que estão a cometer e parem com este exagero. É que, às vezes, o que é demais chateia, e muito!!!